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Jornada Diocesana de Dirigentes de Lisboa

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Formam o organismo natural e sobrenatural de vinculações. Constituem realidades objetivas que desenvolvem todo o seu potencial enriquecedor quando o homem concreto, em liberdade, se abre a elas e se liga a elas.

O vínculo é o que lhe permite integrar-se na realidade, e por sua vez incorporá-la no seu próprio ser. Só o homem é capaz de vínculos. Porque só o homem á capaz de amar. O amor é a força viva que o impulsiona a sair de si mesmo, a colocar-se na originalidade do outro, a acolhê-lo e a partilhar com ele um contínuo dar e receber. À diferença dos animais, o ser humano destaca-se na criação por estar aberto à totalidade. E unicamente se realiza se, por amor, se
mantém em comunhão com o conjunto das suas relações. São os vínculos que lhe oferecem ‘raízes’ que o submergem no solo da realidade e lhe permitem alcançar a plenitude de vida a que está chamado.

Rutura de vínculos


Basta mostrar deste modo a natureza do vínculo para tomar consciência que o homem moderno perdeu a capacidade de vinculação. Quando muito, mantém contactos funcionais, os necessários para dar e receber serviços materiais, cultivar atividades culturais, sociais, desportivas ou económicas em comum. Inclusivamente na família, o âmbito mais apropriado para o desenvolvimento do amor pessoal, as relações são funcionais e não poucas vezes egoístas.
Assim acontece que os homens, apesar da proximidade exterior possibilitada e realizada hoje através da técnica, conseguem ser “interiormente mais e mais distantes entre si; todo o luxo exterior e subida do padrão de vida fá-los interiormente vazios, sem espírito, sem alma e profundamente infelizes” (18). Para este processo de despersonalização contribuíram poderosamente as duas grandes ideologias modernas: o liberalismo e o marxismo. O liberalismo capitalista exaltou a bondade inata do individuo e a maldade da sociedade. Assim o homem embarcou numa luta sem quartel pela sua liberdade e por tudo o que é privado, fechando-o em si mesmo. O marxismo, pelo contrário, afirmou a necessidade da igualdade social. E para o conseguir negou a dignidade da pessoa, impôs pela força a coesão social e criou um Estado totalitário como instrumento de unificação. O resultado foi a violação da dignidade do homem e uma sociedade regidade forma ditatorial.

Perante este gigantesco processo de despersonalização impõe-se uma tarefa de recuperação dos vínculos. “Temos que capacitar, de novo, o homem para as suas múltiplas vinculações, torná-lo capaz e disposto a uma profunda vinculação interior a lugares, a coisas, a ideias. Sobretudo teremos que o tornar capaz de vínculos com a comunidade. Quem ignore esta tarefa na educação e na pastoral traçará sobre areia os seus planos de renovação”. (19)
A pedagogia das vinculações faz seu este programa e procura criar todas as condições para que o educando, em liberdade, e de forma criativa, crie vínculos profundos. Nas Jornadas pedagógicas ditadas em 1931 e 1934, o P. Kentenich expôs de forma sistemática o seu ponto de vista sobre o organismo de vinculações da pessoa e a sua incidência pedagógica. Ele ordena essa rede harmoniosa de vínculos distinguindo vinculações a Deus, a ideias, a
pessoas e a lugares. Estas Jornadas foram recentemente publicadas com os títulos ‘Pedagogia schoenstatteana para a juventude. Linhas fundamentais’ e ‘Jornada da educação mariana’. (20) Trata-se de textos que nos oferecem uma possibilidade de aprofundar os tópicos que iremos desenvolver para a frente. A fim de facilitar ao leitor uma melhor identificação das notas que remetem a passagens das obras mencionadas, as mesmas terão um asterisco (*) como marcação.

1. Vinculação a pessoas


A vinculação às pessoas (*21) é decisiva, porque o homem desenvolve-se na força do encontro vivo, cálido e profundo, com o ‘tu’ humano e com o ‘Tu’ divino. O ser humano está constituído por um centro independente e livre, pelo
seu eu. Mas esse centro é essencialmente relação, comunhão e diálogo. O eu torna-se pleno pela abertura ao tu. Receber amor de pessoas concretas e dar amor a pessoas concretas é o meio privilegiado para o desenvolvimento do homem. O pensador francês Emmanuel Mounier expressou-o com grande lucidez: “Assim como o filósofo que se fecha primeiro no pensamento jamais encontrará uma porta para o ser, assim também aquele que se encerra primeiro no eu jamais encontrará o caminho para os outros. Quando a comunicação desce ou se corrompe, eu mesmo me perco profundamente; todas as loucuras manifestam um fracasso das relações com o outro; ‘alter’ torna-se ‘alliens’ e eu torno-me, por minha vez, estranho a mim mesmo, alienado. Quase se poderia dizer que só existo na medida em que existo para outros, e em última instância, ser é amor.” (22) Entre as vinculações às pessoas possui uma importância primária aquelas ligadas com a própria família e com os educadores: pais, professores, etc., porque à sua volta se criam múltiplos laços e porque são os primeiros portadores de valores. Esta realidade está realçada no documento “A  escola católica” onde se afirma que a assimilação de valores se realiza através do contacto comunitário: “A escola pressupõe não somente uma escolha de valores culturais, mas também uma seleção de valores de vida que devem estar presentes de uma forma operativa. Por isso ela deve realizar-se como uma comunidade na qual se expressem os valores por meio de autênticas relações interpessoais entre os diversos membros que a compõem e pela adesão,
não só individual mas também comunitária, à visão da realidade na qual ela se inspira” (23) Sobre as características desta vinculação às pessoas voltaremos mais tarde, ao tratar a importância dos afetos.


2. Vinculação a lugares


Os vínculos a locais (24) são importantes, porque o homem habita sempre algum local. Devido à sua condição de espírito encarnado, a vida do homem desenvolve-se, necessariamente, num espaço e num tempo determinado. Os lugares, que em si mesmos são só formas materiais, começam a ter um significado superior na medida em que ingressam na existência concreta do homem, quando passam a estar ao seu serviço. Então cada local adquire uma linguagem própria: não é o mesmo um campo desportivo, uma fábrica ou um cemitério. O ambiente físico ‘fala’ ao homem e recorda ou desperta-lhe valores, experiências e necessidades. Os lugares são centros de evocação e acumulação de vivências. Quando um determinado ambiente físico é o local de encontro com pessoas, de contacto com coisas queridas, esse local passa a estar interiormente possuído pelo homem. A casa paterna é talvez o exemplo mais claro: ‘fala’ dos seres queridos, recorda vivências, identifica com o passado, evoca coisas e acontecimentos... Estes locais oferecem então a experiência de pátria, de pertença a uma terra e a um lar. Enraízam o homem, oferecem segurança no seu meio, impedem que o envolvimento físico e humano lhe seja hostil e inóspito e transformam-no num ninho que oferece segurança e acolhimento. A razão mais profunda assinalada pelo P. Kentenich é de ordem teológica. Deus transfere algo da sua beleza, ordem e bondade não só aos homens, mas também aos lugares e às coisas. Elas resplandecem, de forma pálida realmente, as qualidades divinas. E o mesmo Deus quer que o homem, no
encontro cordial com estas realidades criadas, e usando-as para seu benefício, se eleve até Ele para louvá-lo e amá-lo. As grandes religiões monoteístas: cristianismo, judaísmo e islamismo, acentuam a importância da vinculação a um local santificado pela especial presença de Deus. A multiplicidade de santuários marianos no mundo e o sempre crescente número de peregrinos – inclusivamente naqueles países onde diminuiu a prática religiosa – mostram também a importância da vinculação aos locais para aumentar a fé.


3. Vinculação a ideias


A vinculação a ideias (25) nasce da necessidade que cada homem tem de chegar a uma interpretação do mundo, ao conhecimento das coisas, à descoberta das causas. As ideias que o homem tem sobre si mesmo e sobre os outros definem a sua cosmovisão e guiam o seu comportamento. E isto deve-se à sua natureza espiritual, à sua capacidade intelectual que lhe permite apreender a realidade. O P. Kentenich acentua o aspecto da vinculação às ideias. Não se trata de acumular conhecimentos, de ter grande capacidade intelectual, de racionalizar permanentemente ou de cultivar o espírito enciclopédico. O importante é a ligação a um conhecimento claro e suficiente; que o conteúdo da verdade sustente e guie por ser uma verdade que tanto a pessoa como a comunidade assimilaram e consolidaram interiormente. Uma reflexão do filósofo espanhol Ortega y Gasset ajudar-nos-á a explicar esta acentuação. Ele distingue entre ideia e crença e caracteriza-as da seguinte forma: “A ideia esgota o seu papel e consistência ao ser pensada, e um homem pode pensar quanto deseja e até muitas outras coisas contra o seu desejo. Na mente surgem espontaneamente pensamentos fora da nossa vontade ou deliberação e sem que produzam efeito algum no nosso comportamento. A crença não é, sem mais, a ideia pensada, mas sim aquela em que, além do mais, se acredita. E o crer já não é uma operação do ‘mecanismo’ intelectual, mas sim uma função do ser vivo como tal, a função de orientar a sua conduta e o seu trabalho.” (26) Falando em sentido lato e não estritamente religioso, Ortega y Gasset faz
referências ao ‘sistema de crenças’ como solo vital do homem e de uma cultura. Com efeito, o filósofo espanhol diz-nos que o sistema de crenças é o conjunto de convicções básicas e fundamentais sobre as quais se apoia
toda a existência. Uma ideia transforma-se em convicção quando se torna força propulsora e diretriz da vida, quando se crê nela com tal intensidade que se produz a identificação com o seu conteúdo. “Acreditamos nalguma coisa com uma fé viva quando essa crença nos basta para viver, e cremos nalguma coisa com fé morta, com fé inerte, quando, sem a ter abandonado, mantendo-nos todavia nela, ela não atua na nossa vida de forma eficaz.” (27) Por isso, em Schoenstatt, se dá tanta importância ao conhecimento da verdade possuída com a força das crenças. Tais vínculos oferecem ao homem segurança, acolhimento, visão ampla do mundo e possibilidade de contacto enriquecedor com a realidade. Na força destes vínculos sentir-se-á impulsionado a assumir com consciência de missão – algo muito distinto do fanatismo e da obsessão religiosa – o que já experimentou como fecundo para uma auto-realização conforme com os desígnios de Deus. Surge então a vontade de transmitir a outros os valores evangélicos, num registo de respeito e de diálogo, e a transformar-se em construtor ativo de uma sociedade inspirada por eles.

 

Importância dos afetos


Em intima relação com esta conceção do P. Kentenich sobre a importância das vinculações a pessoas, ideias e locais, encontra-se outro aspeto da sua visão antropológica e pedagógica: a importância da esfera afetiva. Para a
designar utiliza a palavra alemã ‘Gemut’ (28), uma voz que se converteu em termo técnico na moderna psicologia. ‘Gemut’ define-se como lugar de convergência dos apetites sensitivos inferiores e superiores do homem. Constitui, portanto, a profundidade da alma; um lugar de integração e centralização dos mesmos, uma verdadeira caixa de ressonância dos vínculos. O psicólogo alemão Lorsch define assim esta zona da personalidade: “A noção de Gemut refere-se ao campo das profundas emoções do sentir, nas quais se experimenta uma participação afetiva valiosa a respeito de pessoas e coisas e uma vinculação a elas, uma pertença mútua”. O P. Kentenich afirma de forma enfática que o homem só se prende àquilo que penetrou nesta zona, precisamente porque ela é o ponto de convergência da mente, da vontade e dos instintos. O que não foi assumido pela esfera afetiva corre sempre o perigo de ser algo não
incorporado totalmente na personalidade. Mencionaremos, ainda que de passagem, como este acento corresponde à importância que o pensar bíblico oferece ao coração do homem, nome que utiliza para designar a fonte de onde brota toda a vida espiritual. Não é só a sede da vida emocional, mas sim também da vida moral. A Nova Aliança consistirá em mudar o coração de pedra por um de carne (Cf, Ez 36. 25); o primeiro mandamento é amar a Deus com todo o coração (Cf. Dt 6. 5); do coração procedem os maus desejos (Cf. Mt 15.19); o Espírito foi infundido nos nossos corações (Cf. Rom 5. 5) para que Cristo, pela fé, habite os nossos corações (Cf. Ef 3. 17) e com ele não sejamos
escravos medrosos mas sim filhos livres de um Deus que é Pai (Cf. Rom 8.14ss).

Existe uma relação íntima entre liberdade e esta dimensão profunda do homem. O pedagogo alemão Fritz Marz pô-la em relevo: “Não existe nenhuma prova racional para o mistério da liberdade. Mas o homem pode experimentar a liberdade na vivência da auto-pertença, no conhecimento desse espaço interior espiritual e profundo, a partir do qual cada um é capaz de dizer ‘eu’, e no qual ninguém pode penetrar se eu não me abrir a ele. Trata-se do centro pessoal espiritual que na linguagem bíblica se chama ‘coração’.” (29) É por isso que a educação da fé consistirá, em definitivo, na ajuda para esta entrega confiada ao coração. Assim o diz o P. Kentenich: “Nós afirmamos que a religião revela a sua força transformadora e criadora plena só ali, onde existam sólidos conhecimentos religiosos que despertem e alimentem um alto grau de amor.” (30) A educação da fé, por conseguinte, não deve só orientar-se em primeiro
lugar na aceitação intelectual de verdades nem no cumprimento voluntarista de preceitos e normas. Procurará ganhar o coração do educando para o ajudar na sua abertura existencial frente a Deus. E este é
o objetivo do terceiro traço fundamental da pedagogia de Schoenstatt.

Escuta Dirigente, porque a tua missão importa

Escuta Dirigente, porque a tua missão importa

«Não fostes vós que me escolhestes,fui Eu que vos escolhi e destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» Jo 15, 16

A presença de cada um de vocês é muito importante!

Como Dirigentes, são quem tem a seu cargo as pessoas do vosso ramo, representam-nas, e por isso são a sua voz! E, ainda: só os dirigentes de cada ramo poderão transmitir o que viveram e levar estas vivências com a frescura e a originalidade que o ramo espera!

Deixamo-vos um trecho da Oração dos Dirigentes (RC 518) do nosso Pai Fundador, que exprime bem a sua esperança nas comunidades de dirigentes e como confia essa esperança à nossa Mãe:

"Implora, Mãe,
com a tua atitude fiel e maternal,
que a nossa pequena comunidade
seja sempre
alma da Obra de Schoenstatt
e lhe consagremos todas as nossas energias."

Santuario Original

Prepara-te para a Jornada (Textos de Apoio)

Prepara-te para a Jornada!

“Pai, o nosso coração no teu coração
nosso pensar no teu pensamento
A nossa mão na tua mão.
A tua missão é a nossa missão.”

Topo Pe Kentenich

A PEDAGOGIA DAS VINCULAÇÕES


O processo de personalização do homem produz-se pela assimilação de realidades externas a ele. Para conseguir ser ‘ele mesmo’ necessita, de forma inequívoca, da mediação do ‘outro’, seja outra pessoa, coisas materiais, ou então de Deus. O homem é um ser essencialmente em diálogo, e só por meio desse diálogo que mantém com outras realidades chega à sua plenitude humana. “Podemos afirmar com razão que a nossa vida é filha dos nossos
encontros” (Mandrioni).

O que é um vínculo?


Quando falamos de vínculos estamos a referir-nos a algo muito profundo. Não é a proximidade externa, a mera perceção de uma realidade diferente da nossa, o conhecimento superficial ou o afeto passageiro. O significado,
a etiologia de vínculo é ligar-se, atar-se com um laço forte, estável, seguro. Existem vínculos onde exista uma relação profunda, carregada de afeto, livre e permanente, aceite a partir do interior da pessoa e que a envolve
por inteiro. O homem está constituído como um centro de relações aberto a todas as direções: em direção às coisas, aos outros, ao absoluto. Tudo indica que a pessoa humana se move num sistema formado por estas três
coordenadas, e só em harmonia com elas pode caminhar com liberdade para a sua plenitude. Deus, o próximo e as coisas constituem, para o homem, polos de relações que se necessitam, enriquecem e sustêm mutuamente.

Novidades

Reza pela Jornada de Dirigentes de Lisboa

Reza pela Jornada de Dirigentes de Lisboa!

“Vivam da vossa História! É uma História breve mas é uma História rica porque o Amor de Deus e o Amor de Nossa Senhora aí irrompeu com força.” Padre Kentench à família portuguesa

Esta Jornada envolve toda a Família e, se Deus quiser, trará frutos para toda a Família. Mesmo não participando no dia, cada um pode contribuir com oração e capital de graças! Rezemos pela preparação da Jornada, a sua realização e todos os dirigentes que vão participar, esta oração:

 Senhor, Nosso Pai,
Tu nos atraíste para Ti com laços familiares.
Permanecemos unidos a Jesus por um estreito vínculo;
Ele é a cabeça e nós os seus membros.
Como verdadeiros membros, queremos ser semelhantes a Ele,
no ser e na vida, estendendo as mãos uns aos outros.

Pai, Tu nos atraíste para Ti com laços familiares.
Com Maria, queremos criar laços que dão vida;
Laços em que corações pulsam na intimidade
E alegres no sacrifício se aceitam mutuamente.
Laços em que os corações se acolhem uns aos outros,
ardem e fluem até ao Teu coração de Pai.

Pai, Tu nos atraíste para Ti com laços familiares.
Que a nossa santificação seja um vínculo familiar potente e indestrutível,
que nos mantém unidos, de coração a coração, de país a país.
Que a santidade de um favoreça a todos os outros.
E que, com a força do Espírito Santo,
possamos criar laços e levar à nossa vida a força da Aliança.

Amen

  Topo Nossa Senhora

O Padre Kentenich como um verdadeiro pai deixou-nos muitas provas de que estava sempre ligado a nós, seus filhos, pelos tempos e tempos.

Nós Dirigentes, podemos aprender dele esta atitude de amor magnânimo, que gera laços tão fortes, de muitas formas, mas deixamos aqui uma sugestão em que propomos rezar e deixar amadurecer no nosso coração esta sua oração do Rumo ao Céu (470), pedindo à Nossa Rainha para, no Santuário, nos dar a graça da fidelidade e do vínculo filial ao nosso Pai Fundador:

"Estou tão intimamente ligado aos meus,
que nos sentimos sempre uma unidade:
eu vivo e sustento-me da sua santidade
e com alegria estou disposto a morrer por eles."

 Capital Gracas

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"Implora, Mãe,
com a tua atitude fiel e maternal,
que a nossa pequena comunidade
seja sempre
alma da Obra de Schoenstatt
e lhe consagremos todas as nossas energias."

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“Pai, o nosso coração no teu coração
nosso pensar no teu pensamento
A nossa mão na tua mão.
A tua missão é a nossa missão.”

Topo Pe Kentenich

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O processo de personalização do homem produz-se pela assimilação de realidades externas a ele. Para conseguir ser ‘ele mesmo’ necessita, de forma inequívoca, da mediação do ‘outro’, seja outra pessoa, coisas materiais, ou então de Deus. O homem é um ser essencialmente em diálogo, e só por meio desse diálogo que mantém com outras realidades chega à sua plenitude humana. “Podemos afirmar com razão que a nossa vida é filha dos nossos
encontros” (Mandrioni).

O que é um vínculo?


Quando falamos de vínculos estamos a referir-nos a algo muito profundo. Não é a proximidade externa, a mera perceção de uma realidade diferente da nossa, o conhecimento superficial ou o afeto passageiro. O significado,
a etiologia de vínculo é ligar-se, atar-se com um laço forte, estável, seguro. Existem vínculos onde exista uma relação profunda, carregada de afeto, livre e permanente, aceite a partir do interior da pessoa e que a envolve
por inteiro. O homem está constituído como um centro de relações aberto a todas as direções: em direção às coisas, aos outros, ao absoluto. Tudo indica que a pessoa humana se move num sistema formado por estas três
coordenadas, e só em harmonia com elas pode caminhar com liberdade para a sua plenitude. Deus, o próximo e as coisas constituem, para o homem, polos de relações que se necessitam, enriquecem e sustêm mutuamente.

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 Senhor, Nosso Pai,
Tu nos atraíste para Ti com laços familiares.
Permanecemos unidos a Jesus por um estreito vínculo;
Ele é a cabeça e nós os seus membros.
Como verdadeiros membros, queremos ser semelhantes a Ele,
no ser e na vida, estendendo as mãos uns aos outros.

Pai, Tu nos atraíste para Ti com laços familiares.
Com Maria, queremos criar laços que dão vida;
Laços em que corações pulsam na intimidade
E alegres no sacrifício se aceitam mutuamente.
Laços em que os corações se acolhem uns aos outros,
ardem e fluem até ao Teu coração de Pai.

Pai, Tu nos atraíste para Ti com laços familiares.
Que a nossa santificação seja um vínculo familiar potente e indestrutível,
que nos mantém unidos, de coração a coração, de país a país.
Que a santidade de um favoreça a todos os outros.
E que, com a força do Espírito Santo,
possamos criar laços e levar à nossa vida a força da Aliança.

Amen

  Topo Nossa Senhora

O Padre Kentenich como um verdadeiro pai deixou-nos muitas provas de que estava sempre ligado a nós, seus filhos, pelos tempos e tempos.

Nós Dirigentes, podemos aprender dele esta atitude de amor magnânimo, que gera laços tão fortes, de muitas formas, mas deixamos aqui uma sugestão em que propomos rezar e deixar amadurecer no nosso coração esta sua oração do Rumo ao Céu (470), pedindo à Nossa Rainha para, no Santuário, nos dar a graça da fidelidade e do vínculo filial ao nosso Pai Fundador:

"Estou tão intimamente ligado aos meus,
que nos sentimos sempre uma unidade:
eu vivo e sustento-me da sua santidade
e com alegria estou disposto a morrer por eles."

 Capital Gracas